Isaque na terra dos filisteus
- Houve fome na terra, assim como na época de ABRAÃO e ISAQUE foi a ABIMELEQUE, rei dos filisteus, em Gerar. O SENHOR apareceu a ele e disse para não descer ao Egito, mas para habitar na terra que Ele dissesse. ISAQUE deveria peregrinar nesta terra, e o SENHOR seria com ele, e o abençoaria; porque daria a ele à sua descendência aquelas terras, confirmando o que o SENHOR jurou a ABRAÃO que multiplicaria a descendência dele como as estrelas dos céus, e pela descendência dele seriam benditas todas as nações da terra, porque ABRAÃO obedeceu à Sua voz, e guardou o Seu mandado, os Seus preceitos, os Seus estatutos, e as Suas leis.
- Assim como ocorreu com Abraão, Isaque enfrentou um tempo de fome e pretendia ir ao Egito, onde poderia obter mais mantimentos, mas o plano de DEUS era outro.
- As promessas dadas a Abraão foram confirmadas a Isaque por DEUS, juntamente com o reforço da necessidade de obediência.
- Aqui encontramos mais uma série de semelhanças com o que ocorreu com Abraão: a moradia em Gerar, a beleza de suas esposas, as mentiras por medo da morte ao se passarem por irmãos de suas esposas..
- O termo "acariciava" não transmite uma ideia "sexual", mas foi um tipo de afeto identificado por Abimeleque como íntimo, um carinho não condizente com um laço entre irmãos.
- Abimeleque temia a DEUS e sabia por experiência própria que haveria punição caso alguém defraudasse a esposa de Isaque, por isso mesmo se queixou com ele.
- Isaque foi abençoado assim como seu pai, e isso refletiu na questão material. Podemos ver que era um homem de muitas posses, e que isso gerou inveja nos filisteus, mesmo sendo um direito legítimo.
- É importante considerar que o sucesso da colheita é atribuído a DEUS inclusive pela dependência de chuvas, mas isso não exclui o trabalho de Isaque na terra.
- Mesmo sofrendo com a repulsa movida pela inveja, Isaque persistiu e investiu novamente nos antigos poços.
- O ato de nomear os poços refletia a posse deles, e ao dar os mesmos nomes que Abraão deu, ele estava confirmando que eram seus por direito de herança (e nunca deixaram de ser).
- Depois de tentarem atrapalhar o sucesso de Isaque tampando seus poços, esses homens invejosos passaram a requerer a posse sobre aqueles poços. Vemos aqui como a cobiça é perniciosa, a ponto da motivação deles ser principalmente a de atrapalhar, e secundariamente a de possuir o que pertence a outro.
- Mais uma vez DEUS confirma a Isaque a promessa feita a Abraão. E é interessante notarmos que apesar de ser direcionada a Isaque, revela que a ação graciosa de DEUS ocorreria por seu amor a Abraão.
Isaque faz aliança com Abimeleque
- E Abimeleque veio a ele de Gerar, com Auzate seu amigo, e Ficol, príncipe do seu exército. Isaque questionou porquê vieram a ele se antes o haviam expulsado. Eles disseram que viram que DEUS era com Isaque e que por isso decidiram fazer uma aliança com ele, para que não fizessem mal uns aos outros. Prometeram então deixá-lo ir em paz e declararam que Isaque era o bendito do SENHOR.
- Assim como havia ocorrido com Abraão, houve então uma aliança de paz, realizada no mesmo local.
- Eles notaram que DEUS estava com Isaque constatando que mesmo depois dele perder suas posses e partir em busca de poços, ter sido abençoado.
- Isaque serviu àqueles homens reconhecendo a autoridade deles, mas ao mesmo tempo foi enaltecido, pois participou com eles de tudo aquilo.
- Além da aliança concretizada, Isaque pôde se alegrar com mais um poço com água fluente, naquela mesma região.
Esaú se casa com cananeias
- Quando Esaú tinha 40 anos, tomou por mulher a Judite, filha de Beeri, e a Basemate, filha de Elom. Ambas filhas de heteus. E elas foram uma amargura de espírito para Isaque e Rebeca .
- Esaú desprezou aquilo que Abraão havia deixado claro: a rejeição à mistura de sua linhagem com os cananeus (heteus eram considerados cananeus). Isso resultou em complicações na relação com seus pais.