A descendência de Abraão e Quetura
- ABRAÃO teve outra esposa chamada QUETURA, com quem teve 6 filhos, mas ele deu tudo o que tinha a Isaque. Aos filhos das concubinas que ele tinha, deu presentes e os enviou ao oriente, depois de se despedirem de ISAQUE.
- Após a morte de Sara, Abraão teve uma segunda esposa, o que nunca foi proibido por DEUS nas Escrituras. A partir desse relacionamento Abraão estendeu mais ainda sua descendência natural, porém é a partir de Isaque que é contada a descendência da aliança, o povo abençoado por DEUS.
A morte de Abraão
- ABRAÃO morreu naturalmente quando tinha 175 anos e foi colocado ao descanso com seu povo. ISAQUE e ISMAEL o sepultaram-no na mesma cova em que estava SARA. Depois da morte de ABRAÃO, DEUS abençoou a ISAQUE, que morava perto do poço Beer-Laai-Rói.
- Assim como havia sido prometido por DEUS, Abraão morreu com idade avançada e de forma pacífica.
- O sepultamento na mesma cova da esposa é uma referência histórica ao costume das sepulturas familiares.
A descendência de Ismael
- ISMAEL teve 12 filhos, conhecidos pelas suas vilas e pelos seus acampamentos como doze príncipes de seus povos. Ele morreu quando tinha 139 anos e foi colocado ao descanso com seu povo. E sua terra ia desde Havilá até Sur, em frente do Egito, como quem vai para a Assíria; de frente os povos de todos os seus irmãos.
- Assim como havia sido prometido por DEUS, Ismael teve muitos descendentes e foi poderoso.
A descendência de Isaque
- ISAQUE tinha 40 anos, quando se casou com REBECA e orou insistentemente ao SENHOR por ela, por era estéril. Foi ouvido e ela concebeu.
- A oração foi fundamental para que a esterilidade cessasse, uma prova de que mesmo tendo segurança nas promessas divinas, há os meios que o próprio DEUS revelou para que determinados fins sejam alcançados. Ou seja, a oração não muda os planos de DEUS, mas é parte fundamental desse plano podendo alterar o rumo natural (visível) das coisas.
- As gravidezes de Sara e Rebeca, antecedidas por um período de esterilidade reforçaram o fato de que a descendência da aliança era obra exclusiva de DEUS. Naturalmente não deram a luz, até que DEUS agisse sobrenaturalmente.
Esaú e Jacó
- Os filhos lutavam dentro dela, por isso Rebeca consultou a DEUS para saber o porquê. E o SENHOR respondeu:
Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão:um povo será mais forte que o outro,e o mais velho servirá ao mais moço.
- Os povos de Israel e Edom surgiriam das descendências de Jacó e Esaú, que desde o ventre já brigavam entre si.
- É importante notar que essas palavras divinas foram dadas como resposta ao questionamento de Rebeca, ou seja, a luta ocorria porque deles surgiriam 2 povos distintos. Podemos entender então que a relação de causa e consequência é inversa ao natural, o que é mais uma evidência da predestinação.
- O domínio do filho mais novo sobre o mais velho reforçava o fato de que a descendência da aliança era obra exclusiva de DEUS. O costume natural era que o primogênito é que obteria os melhores benefícios e as bênçãos provindas da herança dos pais, mas neste caso fica mais evidente que tais bênçãos seriam demonstração da Graça de DEUS.
- Para consultar a DEUS provavelmente Rebeca recorreu a algum profeta, mas o texto não deixa isso claro.
- Desde o casamento de Isaque e Rebeca até o nascimento dos gêmeos se passaram 20 anos, o que nos mostra o quanto eles foram pacientes e insistentes em oração.
- Esaú nasceu ruivo e com excesso de pelos no corpo. Talvez seja um caso de hipertricose, mas não há como ter certeza disso.
- A forma como Jacó nasceu já prefigurava sua atitude futura, como usurpador.
- Apesar desse versículo não emitir um julgamento sobre ambos, mostra que tinham personalidades distintas. Esaú tinha um comportamento que pode ser considerado mais "selvagem", enquanto Jacó era mais "civilizado".
- Havia favoritismo entre os filhos para pais, e eram opostos entre si. Essa acepção trouxe consequências, e é pecaminosa em essência.
- Ao invés de demonstrar hospitalidade, Jacó foi mesquinho ao negociar com Esaú mesmo sabendo que ele estava faminto.
- Esaú não deu o devido valor ao seu direito de primogenitura, se desfazendo dela com facilidade e com uma desculpa de que estava prestes a morrer (o que era claramente um exagero).
- Depois de conseguir o que queria, Jacó demonstrou mais generosidade em servir Esaú, que não teve qualquer sentimento de culpa em negociar seus privilégios.
- Provavelmente o suposto menosprezo de Esaú ao seu direito de primogenitura fosse na verdade um desprezo ao acordo verbal realizado. Possivelmente Esaú não cumpriria o acordo posteriormente e por isso não se importou em negociar com Jacó.